Dizem que a vida é um sopro
E eu ainda espero o sopro da minha,
Pela brisa do vento norte
Que me traga alegria antes da morte.
Não almejo ser um mártir,
Tampouco um herói.
Quero apenas amar-te
Até que o eu se torne nós.
Sinto o peso dos passos
E o medo de sair.
Vivo entregue aos acasos
Num castelo a ruir.
Ainda espero pelo sopro
E sua voz num sussurro,
Olhar por cima do muro
E dizer: “Oi, mundo.”