NADA MAIS...
No templo azul das ilusões mortais,
Guardei teu nome em caixa de presente;
Eras meu sonho, casto e paciente,
Bem longe do rumor dos vendavais.
Calei no peito os ímpetos e os ais
Do meu afeto, tímido e fervente;
Amei-te assim, secreto e reverente,
Como quem ama os dons celestiais.
Se desse amor colhi febril ardor,
O doce mal que em sonho me enleava,
Fez do meu peito um templo de ideais...
E, até mesmo com tudo em desfavor,
A fé bendita em sombra me amparava:
Eu quis te amar somente — nada mais...