Se a vida é boa mesmo,
Ninguém deveria ter direito
Sobre a morte.
Eu não entendo esse fluxo,
Que, sem rumo, é corrupto.
Mas me pergunto...
Quem que fez a direção?
Isso disseram os crentes:
Que Deus deu vida pros doentes que têm fé.
Não importa...
Aqui, cada um é dependente
De si mesmo.
O vento que sopra
Não volta,
Ele passa pelo buraco do peito
E deixa o cheiro
De todos os meus erros,
Que me fazem
Seguir o meu fluxo direito.
Se tudo isso é um laboratório
Com experimentos incertos,
Assumo o posto de cientista!
Que vai analisar toda a criação.
E com o saber, mas não sentir,
Transformarei a minha performance
Do jeito que te agrada.
Se eu não vivo pra nada,
Eu vou criar um motivo;
Vou abraçar o desumano
E serei o seu próprio abismo.
Nem que eu tenha que sair do fluxo,
Largar o inútil
E preencher o buraco
Com as vítimas do meu falso amor,
Que em lágrimas despedaçam até o vento.