Havia uma flor com pétalas rosas, uma haste verde e coroa avermelhada —
Vivia na horta de uma doce senhora, que cuidava da Rosa todos os dias—
Fazia chuva, fazia sol — Sempre vinha para ver se a rosa estava brilhante — e assim seguiu por um bom tempo.
Em uma manhã — A senhora não veio no horário de costume, a rosa assim estranhou — E ela não a viu naquele dia,
Nem na próxima manhã, e nem as que se seguiu —
A coroa avermelhada — Virou azul com o passar do tempo — pétalas viraram olhos.
A flor de olhos azuis —
Se atentando para ver a senhora voltaria — E seguiu assim, até o fim de seus dias,
Em um eterno será.