Homenagem aos poetas que pensam, mas não são loucos.
Aproveito para vos dizer, se os ver por ai, corra e venha me dizer.
O burro, a carroça, o poeta e o louco.
Não me qualifico, mas ouso na dissidência dos meus pensamentos.
Razão de todo meu tédio e a angustia incontida no meu viver.
Não os maltrates pois não são violentos.
Mas cuidado com os elogios.
Principalmente se o arreio estiver colocado no poeta.
O burro em cima da carroça e o louco a bater palmas de tamanho alarido.
E se por acaso alguém exclamar de tanta elucides.
Não levais a serio por que o escriba esqueceu se de colocar no texto.
O cachorro a uivar assim que a carroça passou.
E se o autor fosse deveras o escolhido não para uivar e sim para puxar a carroça.
Garanto com as esporas enfiadas a não se saber.
Na tangente tenho certeza iria se esconder.
Com medo da lógica perpetuada na interpretação do que se quis dizer.
E se por acaso na besteira de querer se ler e não aceitar o que se foi dito.
Xingue não a minha progenitora e sim a do poeta que tem as costas mais larga.
Apegaua.
Apegaua, poeta por opção de meia colher não profissional.