ondavida amar

Desalegria

desalegria

cobre, sufoca,

cetim ao toque

máscara de cera

em rosto repousa

braços pendem, vertem o carmesim

das papoilas percorridas.

Os átomos padecem

no calor ausente,

debandam rumo à incerteza.

Uma dor relembrada,

em constante, em crescendo.

Uma vontade seca.

Um céu aberto como teto.

Olho o vazio

em pedaços de mim,

insolúveis,

permaneço e vou.