A chama que outrora ardia, tão forte,
Agora vacila, num suspiro de morte.
O tempo, implacável, desenha seu fim,
E a vida se curva ao eterno jardim.
As cores vibrantes desbotam no céu,
O riso se apaga, ecoando ao léu.
O que antes pulsava, com ânsia e vigor,
Hoje se esconde no véu do torpor.
As trilhas percorridas, memórias no vento,
Fragmentos de glórias, tristeza e alento.
O ciclo se fecha como um livro lido,
Cada página vira o sentido perdido.
Mas há na penumbra um leve calor,
Vestígios de sonhos, resquícios de amor.
Pois mesmo que a chama desista de arder,
É na escuridão que a alma vai ver:
Que o fim é apenas começo velado,
Um passo no eterno, um sonho acordado.
A vida termina, mas nunca em vão,
Renasce em silêncio, na luz da imensidão.