No silêncio onde a alma respira,
nascem palavras que não pedi.
São pedaços de mim que se libertam
quando o coração decide falar por si.
Escrevo não por costume,
mas porque a vida me ensinou
que há sentimentos demasiado grandes
para caberem apenas dentro de quem sou.
Cada verso é uma memória,
um eco do que vivi,
caminhos feitos de sonhos,
marcas do tempo em mim.
Há dias feitos de silêncio,
outros de emoção a transbordar,
e a poesia surge assim —
como a alma a tentar respirar.
Não escrevo para parecer,
escrevo para sentir.
Porque dentro de cada palavra
há um pedaço de mim por descobrir.
E se alguém, ao ler estes versos,
sentir algo dentro de si despertar,
talvez seja a prova mais simples
de que a alma também sabe falar.