Marcos Alessandro

Morreu e nunca viveu

Ela sempre chora

Mas nunca diz o que a incomoda

Sempre aceitou o inaceitável

Do mundo e de todos

Sempre motivou os outros

Mas nunca teve coragem para tentar

Viveu a vida toda com sonhos

Mas nunca conseguiu realizá-los

Sonhou tanto que morreu de overdose de querer

Quis ser livre, mas nunca regou suas asas

Invejou quem sempre tentou tudo

Quem sempre teve a felicidade em si

Uma inveja que só se foi em seu funeral