CORASSIS

Alegria concentrada

Tenho fé genuína de que existe alegria concentrada
Em algumas destas milhões de  células que me habitam,
Elas  têm um prazo específico para  apresentação,
Por razões não reveladas pelo coração
Para a estreia exata do espetáculo  não fictício
Mas nas telas do meu cotidiano,
Eu tenho também  um milhão de penumbras  como ofício
Numa  redoma de solidão,
Em  minha arena solitária.
Sou santo sem ocasião entre inverno e verão.
Pecador sem indulgências,
Um tantinho de fé e alegria por  chegar.
Mas  sei, a morte é braço forte.
E  acompanha  a vida com pouca  experiência e braço impotente
Peço de forma contínua que  minha vida
Não se contente com a serenidade
Nem com a indisposição da noite
Nem com papéis teatrais ruins.
Vem, amor, pode ser polivalente amanhã e depois também.