Nada é mais monótono
Maçante e chato
Que a perfeição
As linhas retas sofrem de tédio
e a harmonia constante do bege
é tão repetidamente enfadonho
feito uma surpresa antes esperada
ou um espirro já programado
Na imperfeição das coisas mais perfeitas
Reside a incompleta beleza a ser refeita
No buscar que a arte nos invoca a achar
No interior inacabado do que não é perfeito