Hoje é 12 de março.
É o dia que nunca esqueço,
mas que queria esquecer de lembrar de você.
Luto diariamente.
Coloco o sorriso na frente,
sigo,
construo minha estrada,
um passo de cada vez, um dia após o outro,
trabalho, faculdade, casa, metas, músicas, hobbies e planos ...
Ocupando mente, corpo e alma para manter o coração adormecido um pouco...
Mas hoje veio uma onda mais forte.
Você esteve aqui, como se fosse ontem
como se nada tivesse passado.
E eu, feito boba,
e da minha memória sabia e mentirosa,
lembrei só do que era bom,
excluí as partes ruins,
o peso,
o silêncio,
o fim...
Queria cortar esse cordão.
Esse fio invisível que ainda me prende
a um ponto fixo da minha mente,
a um nome que não sai da boca,
a uma conexão que eu mesma mantenho viva e que já devia ter morrido.
Queria cortar esse cordão
do qual eu mesma insisto em manter fixado, como se estivesse impregnado.
Preciso!
Mas ainda não consigo abrir mão.
Mas enquanto o peito cicatriza,
enquanto os buracos vão se fechando,
ainda cabe um desejo:
que você realize todos os jardins
que um dia pensou em construir.
Que alguém reacenda em você a chama que um dia te fez brilhar e sorrir,
te fez querer crescer e seguir.
Mesmo que não foi eu.
Mesmo que nunca saiba.
Mesmo que doa.
Sempre vou querer te ver brilhar na sua jornada!
Hoje é 12 de março.
E eu ainda lembro.
Mas amanhã, quem sabe, no próximo dia 13,
lembrar dói menos.