A vida é uma oficina aberta
onde o tempo trabalha sem descanso.
Ali aprendemos a usar
o martelo das decisões,
a régua das distâncias entre sonhos,
a chave paciente
que ajusta o rumo do coração.
Alguns dias pedem ferramentas leves,
como o pincel da esperança
pintando de manhã os muros da rotina.
Outros exigem instrumentos mais fortes:
a furadeira da coragem
rasgando as pedras do medo.
E quando a noite chega
e a obra silencia,
descobrimos que as melhores ferramentas
não fazem barulho.
São invisíveis.
Chamam-se fé,
paciência
e recomeço.