Sagrado é o culto
do Sujeito oculto...
Eis o caminho!
Tu nele és astuto?
São os Seus lemas
e meus os dilemas,
da vida à lama,
a morte que chama.
Choro com ira, discuto,
não Te vejo, és oculto!
Tu me ouves?
Nós passamos e Tu és eterno,
és o velho, também o moderno.
Somos rascunho do Teu caderno.
Tenho direitos? Somos o término?
Escritor, não Te insulto,
tenho medo do escuro...
Sopra, que eu Te escuto.
Dizem que Tu não existes,
mas por que minh’alma persiste?
Em que o segredo consiste?
De Ti só Pó e Migalhas,
talvez não por Ti,
mas por minhas falhas.
De certo, só as batalhas...
Sagrado é o culto
do Sujeito oculto...
Eis o caminho,
duro, curto...