Clamo aos céus
Com todo o meu interior,
Elevo as minhas mãos
Para receber as promessas.
O ambiente se curva
Diante da minha adoração,
Os ventos sopram
Em todas as direções —
A minha alma
É levada junto com eles.
Me ajoelho sobre a rocha,
Assim toda dor
Será aceita
Em meio ao clamor.
As nuvens anunciam
Que o jardim esfriou
Em um tom de inverno,
A tempestade virá.
Abro as minhas mãos
E as lágrimas se perdem
Em meio às súplicas,
A brisa sussurra
Os meus segredos
Para as nuvens.
Ouço as comportas
Se abrirem, e as chuvas
Caírem em meu jardim,
Lavando toda dor.
Então elevo novamente
Minhas mãos aos céus,
E minha voz se levanta
Para agradecer.
Tudo que fui, se foi.
Tudo que sou, permanecerá.