Em um dia fechado,
sob um céu nublado,
ouve-se um estalo,
mas é ignorado.
Ao cair da noite,
rangidos se ouvem;
dessa vez, o medo toma controle.
Na cama, esperando dormir,
ele está ali,
observando a coberta quente se mover.
Tremendo de frio,
já não vejo nem um fio.
A coberta? Sumiu.
Olho para todos os lados...
o silêncio pesa.
O que há de errado?
Ele olha de perto,
na ponta da cama;
seus olhos esbugalhados
fazem-me arrepiar de corpo e alma.
E agora?
Não há o que fazer.
Falta de aviso?
Não foi dessa vez...