Vê esta célula: o vácuo e o elemento,
Neste espasmo de vida e de fosfatos,
Onde o acaso morre em seus hiatos
Sob o império do Fiel Ordenamento!
?Pelas leis do nitrogênio e do fermento,
O Deus-Engenheiro, em seus exatos
Cálculos, moldou nos nossos atos
A precisão de um código famento.
?Louvo o torque do mundo, o eixo firme,
Que impede que a galáxia se desfie
E que a vida, no lodo, se confirme...
?Bendita seja a Mão que o sopro envia,
E faz que a forma, intrépida, se afirme
Contra a voracidade da agonia!