###\"Ritmos de 9 de Março\"
Por Claudio Gia, Macau RN, 08/03/2026
Nas cabines de som, o DJ comanda a festa, Mãos que misturam mundos, que a alma investem.
Nove de março pulsa, batida eletrônica, Mas a zabumba do sertão também é verônica.
Lá em mil oitocentos e vinte e cinco, O México estendeu a mão, o gesto foi vivo. Reconheceu o Brasil, nação que nascia, Enquanto em Macau, a brisa do mar passear.
Corredor nasce cedo, pé no chão da manhã, DJ acorda tarde, quando a noite se lança. Do vinil ao asfalto, do triângulo ao beat, Cada um no seu tempo, cada um no seu jeito.
Sanfona, sofona, que chora no fole, Ganzá chacoalhando história que não dole. Pandeiro de couro, pandeiro de pele, A memória do povo que nunca se mele.
Entre o scratch do disco e o grito da independência, A dança continua, a vida é permanência. Nove de março é mistura, é encontro, é festança, É o DJ do mundo, é o corredor que alcança.
Macau, Rio Grande do Norte, Onde o sal e o forró se fazem presente, Onde o passado é ponte, o futuro é vertente, E nove de março é sempre diferente.