Todo dia ele corria sem parar
Porque quando ele parava
De sua mente tudo vazava,
Era tomada por escuridão.
Ele corria vendo a vida alheia,
Chorando e sorrindo por coisas
Que ele não vivia
Porque quando parava,
O seu peito queimava, ardia, doía.
Ele corria olhando para o céu
Para as estrelas mais brilhantes
Que brilhavam,
Como seu olhar jamais brilharia.
Ele corria escrevendo poemas
Corria de seus próprios problemas
Corria de sua própria vida
Porque quando a encarava,
Ela parecia ínfima,
Íntima,
Vazia.