G_Oliver

O Real Amor

Franz Kafka dizia: “E eu deixei ir, porque nada que seja real deveria doer tanto.”

 

Deixei ir não por falta de sentir,

mas por sentir demais.

 

Porque o que é verdadeiro não

implora permanência à custa de feridas.

 

Se é real, não sangra para existir.

 

E assim, entre o apego

e a liberdade, escolhi a dor breve

de soltar, à dor infinita

de permanecer quebrado.