Ela pulsa esse coração vasto,
Seu zelo é devocional.
Quero-a,
Anseio-a,
Eu a pretendo.
Seu semblante é angelical.
Quero-a,
Preciso-a,
Retê-la ao meu lado.
Para qual rumo te perdes?
Oh... meu doce pássaro.
Tentei te asfixiar,
Oh... e tu fugiste.
Para o longe partiu,
Distante de mim restou.
E apenas a chaga ficou.
Eu carrego este coração imenso,
Transbordando afeto, aqui me exponho.
Vi-o,
Tão náufrago,
Abismado em si.
Duas voltas
Tracei ao teu redor;
E tua armadura,
Teu muro, ruiu.
Minha luz te cativou,
Entre giros,
Piruetas.
Meu amor me fitou.
Diante dos meus olhos, corou.
Meu amor me tocou.
E a alma entoou.
Querido...
Querido...
Estou rendida.
O teu amor, em minha direção,
Vio a mim, buscou-me.
E eu, teu amor, desdenhei.
Por favor... regressa para mim.
Sem clemência,
Sem o teu zelo, não resta misericórdia.
Um coração nobre me sorriu,
Velou por mim,
Recordou que eu existo.
Esse Deus lembrou-se de mim,
Ao ver-me sucumbir ao abismo,
Aos meus próprios demônios.
Querida, regressa para mim,
Pois sem ti, habito o vazio.
Todos me repudiam.
Todos, menos você.