É difícil decifrar
O enigma da emoção.
Duas estrelas cintilam,
Cada qual com sua sedução.
Uma brilha serena,
É porto, é calmaria.
A outra arde intensa,
É chama, é poesia.
Fugir seria engano,
Negar não é razão.
O tempo exige escolha,
Ou virá a solidão.
Hoje, talvez, o fogo,
A vertigem da paixão.
Amanhã, quem sabe, o doce abrigo
Do amor em devoção.
Mas se abraço a ternura,
Lamento a perdição.
E, se busco o desejo,
Perco a mansidão.
Assim sigo dividido,
Entre o céu e a tentação.
Dois caminhos me chamam
Dentro de um só coração.