Lucivaldo Moreira

Águas

Águas das profundezas que jorram,
brotam puras para análise,
e pelos dutos enferrujados
seguem seu caminho silencioso
até alcançar os lares na seca.

 

Águas que vão e vêm,
que lavam pés e mãos,
que saciam a sede no calor
e, por vezes,
invadem casas prestes a cair.

 

Ó inverno, traga tuas águas,
enche de lama os quintais,
mas que a enxurrada cesse logo,
pois neste lugar
o que mais se deseja
é a paz.