No começo vieram as desculpas,
doces como chuva leve no verão.
Palavras macias, promessas frágeis,
a pedir abrigo no meu perdão.
Eu quis acreditar no arrependimento,
quis pensar que o erro era só um desvio.
Mas o tempo mostrou, em silêncio lento,
que as palavras eram apenas vazio.
Porque quem sente culpa muda o caminho,
mesmo que tropece, tenta não ferir.
Mas quem repete a mesma ferida
talvez só tenha medo de te ver partir.
E então percebi, tarde mas claro:
nem todo “desculpa” nasce do coração.
Às vezes é só um disfarce frágil
para manter aberta a mesma ilusão.