Vem do imaginário,
do fundo da minha mente.
Visões de um cenário
um pouco deprimente.
A arte me liberta,
a doença me aprisiona.
A desintegração psíquica tudo tem a ver
com as vivências da loucura.
Relógios derretem no deserto,
o tempo não tem mais peso.
Sinto o toque do frio
de um pensamento indefeso.
Se o surreal é o meu norte,
o real é o meu limite.
Entre o traço e o corte,
que a minha alma grite.