Habitas em mim nesses dias inexatas,
com teu cheiro estonteante, difuso,
com teus amanheceres cheio de ternura
e esses apelos arrebatando meus sentidos.
Muitas vezes deixando-me inerte, indeciso
em noites altas, mergulhado nessas sombras,
habitas minhas lembranças, meus sonhos,
meus vícios, meus medos e inexatas saudades.
Onde estavas nessas estradas?
Sempre te busquei por esses recantos!
Por esses caminhos, vielas te busquei...
De repente esse alento, essas entregas...
Agora compartilhamos nossas camas e desejos.
Agora habitas em mim todos as noites!
Feito criança, me aconchego aos teus braços,
compartilhando todas as nossas imprudências...