O quão profundo você consegue me amar?
Atravessaria o oceano?
Chegaria além do limite?
O quanto você consegue me amar?
Seria doloroso?
Doeria ou queimaria?
O quão longe você iria por mim?
Me faria tremer de saudades?
Me faria voar?
O quão desgastante seria te amar?
Me esgotaria?
Seria refém da sua droga?
O quão louco seria nosso amor?
Me olhe e me diga:
o quão profundo seria essa dor?
Eu te amaria
na medida em que o mar aceita o rio,
Invadiria à correnteza.
Atravessaria oceanos
não por heroísmo,
mas porque teu nome seria bússola.
Iria além do limite,
mas não além de você.
Seria doloroso?
O que é profundo arde.
Queimaria como febre boa,
dessas que lembram que estamos vivos demais para sermos rasos.
Eu te faria tremer,
não de ausência,
mas de reconhecimento.
Te faria voar,
não porque te prendesse às minhas asas,
mas porque tocaria as tuas até que lembrassem o céu.
Seria desgastante?
Não somos prisão.
E eu não quero te esgotar,
quero te expandir.
Não quero que seja refém,
nem droga,
nem abstinência.
Quero que seja escolha,
todos os dias,
mesmo quando o amor não for vertigem.
Nosso amor pode ser louco,
pode dançar na beira do precipício,
sentir o vento rasgando os pulmões,
mas não precisa se jogar
para provocar que é real.
E a dor?
Profunda o bastante
para nos ensinar onde termina o medo
e começa a coragem.
Porque amar até esquecer o próprio nome não é amar,
é desaparecer.
E eu não quero que você suma.
Quero que você permaneça
inteira,
ardendo,
mas inteira.