Vilma Oliveira

NA CONCHA VAZIA DO AMOR

Na concha vazia do amor eu guardo um segredo onde antes

Estava escondida uma pérola magnífica e agora é diamante!

O meu destino procura paciente encontrar ainda um sentido

Nas coisas limitadas da vida num beijo tácito e redimido...!

 

Amar sem se dar conta que se está amando é apenas doação

Doar-se simplesmente é anular-se numa completa ingratidão!

Esse anseio medroso de agradar o ser amado é sede infinita...

O que pensam e sentem todos os amantes que a voz não grita?

 

Todas as emoções são distribuídas em nosso corpo e mente

A falta de amor deixa uma secura na boca e dói cruelmente...

Assim como a água mata nossa sede, amar nos deixa saciados.

Quando os amantes não se veem percebem que foram enganados!

 

Hoje vejo nessa tua intenção implícita certa reflexão inatingível

Será que nos tornamos inimigos? Algo se tornou tão invisível?

Pelo mimo de amar nós nos perdemos um do outro sem saber

Que tudo não passou de um sonho, de uma ilusão nosso viver!