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DEBAIXO DO PÉ DE AROEIRA

Debaixo do Pé de Aroeira

 

 

Deito-me debaixo de um pé de aroeira,

descanso o corpo que já não se aguenta

da viagem longa por esse sertão,

Da jornada em cima

do lombo do jumento.

 

Em busca da gota d’água

que, mesmo pouca, me sustenta.

Mas tudo não passa de severa ilusão.

 

O que predomina por essas bandas

é fome, é fraqueza,

é terra rachada no chão

— para que, no final de tudo,

virarmos somente mesmo é 

poeira.

 

Padece assim um homem humilde,

À sombra debaixo de um pé de aroeira.