Embalada pela solidão de paredes brancas, frias e vazias,
a única companhia são os espelhos espalhados pela casa.
O álcool me aconchega, a insônia me domina.
Não quero dormir, quero evitar você.
A noite está quente e eu estou com sede.
Sei que você me entende.
Mal consigo respirar só de imaginar.
Meu corpo soa sozinho, sem suas mãos.
No escuro, te procuro,
tateando o vazio como se ele pudesse responder.
Eu fecho os olhos por um segundo
e quase sinto seus dedos desenhando caminhos na minha pele
mas é só o vento.
Passo as noites olhando a janela,
observando os aviões
o ar quente soprando, pesado demais para ir embora.