Como poderia eu ter completude,
Se de largo sou obrigado a ficar
Daquilo que, no recôndito da minh\'alma,
Sou inteiramente impulsionado a amar?
Esquecer-me-ei daquilo que um dia
Me fez sentir ter alcançado plenitude?
Do que, com poucas palavras e atitudes,
Me arrebatava os sentidos do que vivia?
A mente é uma instância atemporal
E a alma é a nossa essência eterna;
Assim, esse amor é transcendental.
No meio dessa batalha interna,
Entre o te querer e o me privar,
Descubro ser impossível esquecer
Do quão divino que foi te amar.