Ela não cabe em definições curtas, nem em amores rasos, nem em promessas que não sabem sangrar verdade. Ela sente antes de entender. E quando entende… já perdoou, já chorou, já se despediu por dentro.
Ela carrega oceanos atrás dos olhos. E quem olha rápido demais, só vê calmaria. Mas quem fica… percebe as correntes.
Ela não ama pela metade. Não entra se não for pra mergulhar. E o problema nunca foi se afogar — sempre foi perceber que o outro só queria molhar os pés.
Ela tem o dom perigoso de enxergar o que ninguém mostra. Ela vê a dor escondida no riso, o medo escondido na ausência, o adeus escondido no silêncio. E mesmo assim… ela fica. Mesmo assim… ela tenta. Mesmo assim… ela acredita. Até o último fio de esperança se romper dentro dela.
Mas existe uma coisa que quase ninguém entende:
Quando ela vai embora… ela já foi há muito tempo.
Porque o adeus de Peixes não começa no passo. Começa na alma.
E quando a alma solta… não existe volta.
F€ITIC€IRA