Antes eu pensava que precisava de muito...
de conquistas, de bens, de aplausos do mundo.
Hoje percebo que o simples ato de acordar já me faz inteira,
já me faz profunda.
O vazio tentou me convencer do contrário,
mas descobri que até o silêncio tem valor.
Sou feliz por existir, por respirar, e sei que muitos
desejariam estar em meu lugar.
A autoestima, antes frágil, agora é sentença, registrada
em cartório, sem possibilidades de recurso.
Minha alegria é cláusula pétrea, ninguém pode revogar
o que é luz no meu curso.
O amor, em todas as formas, é meu advogado,
a esperança, meu juiz imparcial.
No tribunal da vida, fui absolvido,
por excesso de fé no essencial.
Hoje sou feliz sem precisar de muito,
sou feliz porque despertei outra vez.
E se a vida fosse contrato eterno,
minha assinatura seria: gratidão e paz.