O amor às vezes corta,
abre silêncio no peito,
escorre devagar
como quem não quer ir embora.
Dói.
E a gente pensa que ali termina.
Mas mesmo ferido,
ele insiste.
Cria raiz no meio da falta,
aprende a respirar entre as cicatrizes.
Onde caiu sangue,
nasce flor.
Não porque não doeu,
mas porque o amor
tem esse jeito estranho
de transformar queda em chão fértil.
E floresce.
Ainda assim.
27 fev 2026 (17:43)