L Lacerda

pequenas saudades...

Dos dias das brincadeiras e dos abraços cheios de sentimentos,
hora de segurança, afetos sóbrios e saudades de cinco minutos atrás.

Como me faz falta as vozes doces e a ausência do silêncio,
as mamadeiras não tomadas
e ouvir cem vezes antes do desjejum o clamor: ”papai!”.

Acordo, em meio à noite, com a cama seca e não escuto choramingo me procurando.

Como eu queria ser de outra forma — outro eu, sem mim —
que jamais aceitasse se afastar por qualquer razão.