Dos dias das brincadeiras e dos abraços cheios de sentimentos,
hora de segurança, afetos sóbrios e saudades de cinco minutos atrás.
Como me faz falta as vozes doces e a ausência do silêncio,
as mamadeiras não tomadas
e ouvir cem vezes antes do desjejum o clamor: ”papai!”.
Acordo, em meio à noite, com a cama seca e não escuto choramingo me procurando.
Como eu queria ser de outra forma — outro eu, sem mim —
que jamais aceitasse se afastar por qualquer razão.