Que realidade esta?
Olho... não vejo.
Escuridão, ou luz que ofusca?
Oiço... não escuto.
Silêncio, ultrassom?
Ao toque...
Ausência de relevo. Plano e pluma…sem peso…
Não queima, nem gela.
Não pica, nem arrepia.
Realidade da treta... ou inteligível?
Indefinível — por provar.
Provavelmente... teria um sabor agridoce.
Fico por aqui: pelos planos teóricos.
Será isto? Ou aquilo?
Assim? Assado?
Cozido... ou frito?
Tantos morreram na procura.
Outros tantos — em igual número — nada encontraram.
E os restantes?
Os restantes acordaram... e que sonhavam?
Desculpas. E mais desculpas.
Não a quero enfrentar.
Ela espelha-me, sim.
Moro na imagem refletida?
Mas quando a olho de frente —
me devolve o nada.
Um dia destes... racho-me.
No meridiano para tirar a limpo:
Estou no centro de mim?
Dentro? de dentro, fora?
Em toda a parte, repartido?
Único, indivisível? deste mundo?
Divisível, doutros mundos; Imundo, limpo e liberto?
Serei apenas isto:
Verdades e mentiras sem fim...
Ou inteiro?
Em Paz, que bom seria!…