Se eu tivesse um astrolábio
Mediria o silêncio das estrelas
E o tom escuro palpável
que as rodeia
E em uma escada
Eu pisaria o azul,
Emergiria no nada os meus pulmões
E deixaria o céu claro nu
Enrolando-me em suas feições
E na penumbra, no vazio total
Brilhariam inseguras
Segurando as pontas da esperança
Os astros
Refazendo a astrologia
Enlouquecendo os sábios
Me apossaria dessa teoria
e beijaria as três Marias
Em uma explosão cheia de manias
Olharia nos seus olhos agora
Como quem para o tempo
Seríamos supernova