Se eu fosse uma poesia…
você me leria?
Passaria
seus dedos
lentamente
na folha de papel
em que fui escrita,
E em seus pensamentos
Me teceria?
Sentiria o cheiro desse livro novo
enquanto me imagina?
Guardaria,
na página em que estou,
uma flor do campo,
como memória de um encontro?
Se eu fosse uma poesia…
diga-me —
você se cansaria de mim algum dia?
Ou retornaria,
pela nostalgia,
para me ler…
reler…
ler
de novo…
…como um segredo seu
não revelado…