Se chover, que a chuva caia assim:
Gotejando em rendas na vidraça
Chuva fina anda me abraça...
Tempestade cai dentro de mim!
As nuvens chocam-se, relampeja,
Ecoam os gritos do meu pranto...
Desaba um temporal, ermo acalanto,
Afaga o coração, frêmito me beija!
Se toda essa chuva desabasse
Sobre minha alma, ela banhasse,
Essa correnteza que me invade;
Tens piedade! O’ Chuva... Passa!
Traz o meu amor, ele me abraça,
E beija-me por toda eternidade...