A manhã rompe devagar, como quem rasga a noite com cuidado. Primeiro vem uma claridade tímida no horizonte, depois o céu começa a mudar de cor, e o silêncio ganha pequenos sons: um passarinho, um vento leve, algum movimento distante. É como se o mundo estivesse acordando aos poucos.
Existe algo de recomeço em toda manhã. Mesmo que o dia anterior tenha sido pesado, a luz chega com uma espécie de convite silencioso: tentar de novo. As ruas ainda estão calmas, o ar parece mais limpo e os pensamentos caminham mais devagar.
A manhã que rompe lembra que nada fica parado para sempre. A noite passa, as sombras se afastam e o dia encontra seu caminho. E nesse instante simples, entre o escuro que vai embora e a luz que chega, nasce outra oportunidade de viver, mudar e seguir em frente.