Na penumbra de um quarto sem nome,
Dois olhares se cruzam, a fome consome.
Lábios vorazes, sem tempo a perder,
Os corpos imploram, desejam ceder.
Mãos que deslizam em pele suada,
Rasgando limites, a alma incendiada.
O beijo é bruto, mordida que marca,
O gosto é pecado, o desejo é a barca.
Os gemidos ecoam, sussurros vorazes,
Segredos profanos rompem as bases.
O suor se mistura ao doce da pele,
Mel que transborda, fogo que ferve.
Entre lençóis, um palco febril,
Corações em batida, um toque sutil.
Mas logo a fúria explode no peito,
Duas pessoas em êxtase, amor sem preceito.
Na curva do corpo, o destino é traçado,
Cada toque um grito, cada ato sagrado.
No fim do abismo, em chama voraz,
O prazer os consome, os torna fugaz.
E quando o silêncio se deita ao redor,
Resta o aroma de um ato maior.
Um segredo guardado, só deles a chama,
Queimando em desejo, ardendo na cama.