Lufada passageira
(Rio Bonito, 08 de agosto de 2010 Juliana de Lima).
Do gaúdio de um beijo
Daquele guapo gaudério,
Que em coxilhas vastas vejo,
Restou um sentir imérito.
Aquela volúvel ilusão,
De benquistos afetos,
Encerrados no coração,
Permanentes em sonhos diletos...
Em existência argueira,
Migrando sem fado,
Como lufada passageira
Na relutância do amor, de um ser magoado.
Vivendo como o minuano,
Emanando milonga-ternura...
Por não confessar que o amo
Renega o querer, com notas de amargura.
© 2010 – Juliana de Lima
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