Onde estás, tu que não vens?
Vieste um dia e me trouxeste esperança.
Quando pensei que tudo findaria,
Foste sentido em meio ao caos,
Palavra doce pousada em minha dor,
Breve sonho que iluminou meu ser.
Onde estás, minha estrela?
Brilhaste em plena escuridão.
Que tua luz ainda me alcance,
Mesmo distante, mesmo ausente.
Teu esplendor me guia e me fere —
E, ainda assim, te contemplo em silêncio.
Onde estás, minha sentinela?
Sinto-me à beira do abismo.
Corro o risco da ausência,
Da vida vazia sem teus braços.
Não quero existir sem tua presença;
Antes o anoitecer do que viver sem ti.