Às vezes é tão difícil tomar decisões,
o coração pesa mais que a razão.
Acordei… mas ainda deitada,
ouvindo os pássaros cantando.
Lá fora, o tempo meio fechado,
igual pensamento embaralhado.
O passado insiste em bater na porta,
mas minha alma já não se comporta.
Há coisas que machucaram demais,
feridas abertas, sinais desiguais.
Nem todo amor que volta é abrigo,
às vezes é só repetição do perigo.
Então respiro… me lembro quem sou,
de tudo que enfrentei, do que superou.
Esqueça… não permita voltar,
você está bem — aprendeu a se amar.
Sozinha, mas inteira.
Em paz, à sua maneira.