CDHS

Sombras do meu SilĂȘncio.

Eu me encolho nas paredes frias da casa,
onde o mundo lá fora rosna como um lobo faminto.
Sair? Sorrir? Livre?

Palavras que ecoam vazias, presas no peito, sufocadas por correntes invisíveis. Eu tentei voar, mas as asas eram de papel molhado, dadas a quem só queria me ver cair.

Agradar sombras que sorriam com dentes afiados,
perdi-me nelas, um eco rouco de quem eu fui. Agora, no espelho rachado, vejo o medo dançar,
mas ouço um sussurro: \"Levante, respire, quebre o feitiço.\"

Um dia, talvez, o sol entre pelas frestas,
e eu sorria de verdade, livre no meu próprio ritmo.