Belíssima aurora ascendia,
No céu, claro sol suscitava;
Num lampejo, uma epifania:
Lembrança que me atormentava.
Adornada tal qual princesa,
Com doce odor angelical,
Revestida de grã nobreza
Num meigo sorriso brutal.
Seus olhos de tão reluzentes
Semelham-se ao clarão da lua;
Causaram danos permanentes
Nesta mente que é toda sua.
Bendito devaneio cruel,
Que meu coração mergulhou;
Pois essa memória fiel,
Meus sentidos arrebatou.