Marcelo Alefe

Manhã Desconcertante

Belíssima aurora ascendia,

No céu, claro sol suscitava;

Num lampejo, uma epifania:

Lembrança que me atormentava.

 

Adornada tal qual princesa,

Com doce odor angelical,

Revestida de grã nobreza

Num meigo sorriso brutal.

 

Seus olhos de tão reluzentes

Semelham-se ao clarão da lua;

Causaram danos permanentes

Nesta mente que é toda sua.

 

Bendito devaneio cruel,

Que meu coração mergulhou;

Pois essa memória fiel,

Meus sentidos arrebatou.