Vilma Oliveira

SÚPLICA POÉTICA

Supliquei a poesia que me concedesse

Um instante apenas de inspiração...

Num mergulho interior da minh’Alma

Quis desvendar sentimentos noviços

Sem invadir os sonhos enlanguescidos!

 

 

Trêmula de nostálgica inquietação...

Pus-me a imaginar-te frente a mim

Como uma miragem espectral...

Trazendo no semblante a calmaria

No olhar o sereno das madrugadas

Que enfeitiçam as noites acordadas.

 

Minha voz calou... retardando o ocaso

Silenciei no âmago desprotegido e frágil

Qualquer possibilidade de descoberta...

Que eleve a minh’alma desventurada...

No desvario febril das lamentações!...

 

Onde estás, marinheiro dos mares calmos?

Que navegas meu sonho em tempestade...

Arrastando contigo a minha liberdade

De sonhar-te em terra compassiva

De querer-te em torres altas e fortes

De amar-te em castelos de poemas!