Guardei na boca um quase,
um sopro que tremia antes de nascer.
Era simples:
fica.
Mas tive medo de quebrar o instante,
de assustar o silêncio entre nós.
Então deixei o vento pedir por mim,
e ele passou…
como tudo o que não se diz.
E às vezes ainda ensaio no escuro,
como quem aprende a dizer o próprio nome.
Repito baixinho o que ficou guardado,
só para não deixar morrer.
Se um dia me perguntares o que faltou,
talvez eu sorria e mude de assunto.
Mas dentro de mim ainda ecoa,
inteiro, o pedido que nunca fiz.
20 fev 2026 (17:54)