Falácias agudas e intrigantes,
Palavras cuspidas e lançadas ao vento,
Carregadas de veneno mortal,
Infiltram-se na mente, corroendo silenciosamente.
Confrontam com a vertigem do tempo
Em que pensar não liberta,
Em que o passado ecoa em ciclos fechados,
Resquício de fidelidade à verdade esquecida.
A desesperança se mistura ao rigor do pensamento,
Vazio que engole, que pesa e amarra,
Mas há uma centelha: uma palavra justa,
Dita no instante certo, talvez baste,
Para que o silêncio se torne fértil,
Para que as feridas da mente germinem sentido,
E o veneno se transforme em semente,
Mesmo que apenas por um instante fugaz.
Imagno Velar