Me mostre o que sou, o que sobrou de mim
Espalhado em peças, me sinto como um enigma
Estou esperando minha vez para descer do ônibus
Vejo em loop as minhas memórias, consequentemente, os meus sonhos
E eu fui em frente, tropeçando nas minhas dores
Tentei não duvidar, nem olhar para trás
Mas, é difícil tampar o sol com a peneira
Não adianta apontar o dedo, acabei ficando no meio do caminho
Enfrente o seu próprio passado
Dentro da forquilha da culpa interna
Com desejos e problemas não resolvidos
Transformando a inocência em deformidade
Salvando todos, mas, quem poderá salva-lo?
Você jogou pedras no mar, infelizmente, suas esperanças
Deitando com o seu fantasma, você reconhece o seu ambiente?
Sinto muito, estive olhando por tempo demais, estive deixando minha vida escorrer
Quando eu estiver novamente em minha casa
Espero conseguir adormecer, descansar, algo que jamais estive fazendo
Sim, aos poucos, estou ficando fragmentado...